sábado, 20 de outubro de 2012

Esse foi um pesadelo e tanto!


Pesadelo                   
           
PESADELO

Tudo que vi, impressionou-me,
 Impressionou-me tanto, tanto,
 Que chorei, sorri, estasiou-me,
 O mundo que conheço, como me espanto!

 Vi crianças mortas de fome, vi homens,
 Vi mares repletos de lixos, vi bichos,
 Vi vida, vi mortes em massa,
 Vi Deus, vi céus e vi fumaça;

 Chorei pelo que vi, sorri para as crianças,
 Chorei pelos homens, qual bichos,
 Chorei pelo lixo, chorei pela massa,
 Potrida, fétida, reles fumaça;

 E vi tão pouco, não posso ver mais,
 Vi belo, vi horrendo, vi o meio termo,
 Chorei pelas bombas, interpretei sinais,
 Agora DESINTEGRO, não posso ver mais.

Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
Todos os direitos reservados

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Contém Nudez


O Homem e o tempo



Os dias se vão intermitentes,
E o homem mostra nua a sua face,
Muito jovem caminha dormente,
E o tempo passa a aumentar-lhe o disfarce;

A face nua então mostra seu verso,
Quando emerge o sinal do amadurecimento,
O tempo passa intermitente e severo,
Como se fosse este o seu único intento;

O tempo viu a face nua,
E o tempo seguiu, então viu-se o reverso,
Que despojou-se numa nudez crua,
Num parecer de mero retrocesso;
Viu-se a face, seu verso e reverso,

Despiu-se, disfarçou-se e esmoreceu,
E como se lhe fosse tudo inverso,
Desafiou o homem e o homem MORREU!

Por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
Todos os direitos reservados!

domingo, 23 de setembro de 2012


Estupidez

Porque não sou eu uma besta estúpida,
Tranquilamente envolvida na irrelevância,
Largada na languidez da superficialidade,
Tão sábia, em total ignorância?

Porque bestial criatura tão astuta,
Não encontra conforto na simplicidade?
Em busca de que compreensão angustiante,
De que matéria é feita a felicidade?

A felicidade do não saber, da negação,
A felicidade sem detalhes, despida,
A alegria de não saber nada
E de seguir em frente destemida.

Ohhh temor, pai da razão humana,
Porque não surges da ignorância?
Porque acompanhas a imperiosa lógica
E do não conhecer mantém distância?

Sou eu em fim aquela besta estúpida,
Largada na morbidez do pensamento
Na angustia da busca do saber constante
Perdida no caos do arrependimento.

Por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
Todos os direitos reservados

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Caminhada



Uma criança caminhava, numa estrada longa e tortuosa, sentia os pés dormentes,  o sol castigava-lhe a fronte e impiedosamente esquentava seu corpo. Maldito sol, pensava ela, seria bom que logo desaparecesse! 
O sol desapareceu e chegou a  noite!
A criança acordou suada, não era criança, era uma mulher de quase 40 anos que fora dormir aos 18 anos pedindo a Deus para que o tempo passasse logo!

Por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Parabéns Professor Antonio Roazzi


Aqui vai uma pequena homenagem a um grande orientador. O prof. Antonio Roazzi é literalmente um "Guru" (do Sânscrito "aquele que dissipa as trevas") que ilumina o caminho dos orientandos em suas trajetórias científicas. Que as benção de Deus recaiam sobre você e os seus neste seu aniversário, Gurudeva!  saiba que lhe devotamos  verdadeiro carinho e lealdade. Bruno E Monica

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012



O Assassino

Imagem por mgts
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Era longínquo e disperso,
O olhar do assassino
Tinha um sorriso ingênuo,
Quase como o de um menino;

Pouco altivo, quase amável,
Sempre que havia a opção,
Trazia no peito amargo,
Desesperança e paixão;

Quase morto de desejo,
Pela vida, pelo amor,
Desejou o mundo inteiro,
Mas não suportou a dor,

E a cada vez que vivia,
A vida, e sua paixão,
Era tanto sofrimento,
E tanta decepção,

Que a morte tornou-se afável
Em meio à desilusão,
E eliminar o pesar,
Era matar sem perdão.

Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
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