terça-feira, 12 de junho de 2012

Desabafando

Poema e imagem, por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
Todos os direitos reservados

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Inconsistência


Os pilares dos opostos
 Os pilares dos Contrários
 Sustentam o universo
 Num movimento lendário

 Se os opostos se sustentam
 Se equilibram e se mantêm
 Deduza que um sem outro
 Não justifica ou convém

 Se morte não há sem vida
 E vida sem morte não há
 Não faz sentido haver uma
 Sem outra para apoiar

 Se a vida apóia a morte,
 E a morte a vida convém
 Se uma convém a outra,
 Integram-se e se mantém

 Se se integram e se mantém
 E Vida sem morte não há
 Vice e versa morte ou vida
 Estão no mesmo lugar

 Se estão no mesmo lugar, 
 São unas, indivisíveis,
 Diferença alguma há,
 Se está morto ou se está vivo

 Se estar vivo ou estar morto,
 São idênticos Estados
 Estamos todos no mundo,
 Sem saber em qual dos lados.

Por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza (mgtcs)

sábado, 3 de março de 2012



Acima  Poeta Edvaldo Bronzeado recitando na Bienal do Livro. 2011. (Fotografia tirada por Eliane Duarte e Editada por Mgtcs)

"O grande poeta, homem do povo, recitador por excelência, grande amigo meu e de todos, parte sorrateiro com asas de anjo para o céu sem tempo de nos dizer adeus. O poeta Bronzeado vai nos deixar com muita saudade!
Caminhando pelo Recife com o poeta pedi que fizesse um poema para o nosso rio Capibaribe e o Recife. Ai ele me apresentou esse mui lindo [poema acima]".

Eliane Duarte.

Fui apresentada ao poeta ora homenageado pela amiga Eliane Duarte, que me enviou um e-mail com a fotografia do mesmo  e com as palavaras acima destacadas. Faço essa homenagem como se o tivesse conhecido porque saudade de poeta é sincera, única, parece que quando um se vai, segue junto um pedaço dos outros todos, porque poesia é a arte da comunhão, da irmandade e da cadência, há um elo entre os poetas onde conspira o universo em prol das palavras, da beleza e da harmonia! 

Ao Poeta Edvaldo Bronzeado minhas condolências à família, e amigos.

Todo meu respeito.

Monica Gomes Teixeira Campello de souza

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Saudade


É melancólica e perdura n'alma.
Como um sopro de vida e de morte.
É alimento para o ser que chora.
Faz-se presente inabalável, e forte.

Traz lembranças perdidas do que foi.
Traz sentimentos do que poderia ser.
Vasculha e abala o espírito,
Redimensiona o que nos faz viver.

É ela tão dolorida, e persiste.
Como ferida aberta, incurável,
Quer transforma e revolve a vida.
E segue e perdura inabalável.

É ela amarga como fel;
E encarna grande crueldade;
Quando se perde alguém que se ama;
É ela a mísera saudade.


Monica Gomes Teixeira Campello de Souza

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sonhos Florais

Esse poema me encantou da mesma forma que a autora dele, há anos atrás quando nos conhecemos!
Parabéns Eliane pelo poema, singelo e maravilhosamente escrito! A imagem é minha, espero que goste.
Não é permitida a reprodução desse poema por qualquer meio sem a  autorização da autora Eliane Duarte

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dois Pesos e Uma Medida

Perfeito, luminoso, paraíso imenso,
Como balança pesando a um só lado,
Que Deus vendo incompleto seu intento,
Moveu-se alterando seu inerte estado;


A solução gerou o caos harmonioso,
E de um lado de Deus o soturno emergiu,
E com ele o obscuro vácuo tenebroso,
Contrapesando a constância o mutável surgiu;


E agora eis o homem mirando-se no espelho,
Em busca de si, buscando explicações,
Por caminhos loucos e procuras vãs;


Face a face consigo, de si para si,
O homem teme atingir o imutável,
Mas a que interessa saber-se alterável?