sábado, 3 de março de 2012



Acima  Poeta Edvaldo Bronzeado recitando na Bienal do Livro. 2011. (Fotografia tirada por Eliane Duarte e Editada por Mgtcs)

"O grande poeta, homem do povo, recitador por excelência, grande amigo meu e de todos, parte sorrateiro com asas de anjo para o céu sem tempo de nos dizer adeus. O poeta Bronzeado vai nos deixar com muita saudade!
Caminhando pelo Recife com o poeta pedi que fizesse um poema para o nosso rio Capibaribe e o Recife. Ai ele me apresentou esse mui lindo [poema acima]".

Eliane Duarte.

Fui apresentada ao poeta ora homenageado pela amiga Eliane Duarte, que me enviou um e-mail com a fotografia do mesmo  e com as palavaras acima destacadas. Faço essa homenagem como se o tivesse conhecido porque saudade de poeta é sincera, única, parece que quando um se vai, segue junto um pedaço dos outros todos, porque poesia é a arte da comunhão, da irmandade e da cadência, há um elo entre os poetas onde conspira o universo em prol das palavras, da beleza e da harmonia! 

Ao Poeta Edvaldo Bronzeado minhas condolências à família, e amigos.

Todo meu respeito.

Monica Gomes Teixeira Campello de souza

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Punhal


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Saudade


É melancólica e perdura n'alma.
Como um sopro de vida e de morte.
É alimento para o ser que chora.
Faz-se presente inabalável, e forte.

Traz lembranças perdidas do que foi.
Traz sentimentos do que poderia ser.
Vasculha e abala o espírito,
Redimensiona o que nos faz viver.

É ela tão dolorida, e persiste.
Como ferida aberta, incurável,
Quer transforma e revolve a vida.
E segue e perdura inabalável.

É ela amarga como fel;
E encarna grande crueldade;
Quando se perde alguém que se ama;
É ela a mísera saudade.


Monica Gomes Teixeira Campello de Souza

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sonhos Florais

Esse poema me encantou da mesma forma que a autora dele, há anos atrás quando nos conhecemos!
Parabéns Eliane pelo poema, singelo e maravilhosamente escrito! A imagem é minha, espero que goste.
Não é permitida a reprodução desse poema por qualquer meio sem a  autorização da autora Eliane Duarte

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dois Pesos e Uma Medida

Perfeito, luminoso, paraíso imenso,
Como balança pesando a um só lado,
Que Deus vendo incompleto seu intento,
Moveu-se alterando seu inerte estado;


A solução gerou o caos harmonioso,
E de um lado de Deus o soturno emergiu,
E com ele o obscuro vácuo tenebroso,
Contrapesando a constância o mutável surgiu;


E agora eis o homem mirando-se no espelho,
Em busca de si, buscando explicações,
Por caminhos loucos e procuras vãs;


Face a face consigo, de si para si,
O homem teme atingir o imutável,
Mas a que interessa saber-se alterável?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo a todos nós, paz, saúde, sucesso, mas antes de mais nada precisamos de despreendimento, afinal num piscar de olhos a vida muda, o tempo passa, envelhecemos e partimos. Que partamos tendo vivido o presente, como se cada dia fosse o último e então enternizaremos o momento.

Nascer

Vi um mar de sangue e morte;
Vi caos e descontentamento;
Vi portas de dor e sofrimento;
E me vi largada a própria sorte.

Era dor lacerante, dor profunda;
O reflexo da alma esquartejada;
O reflexo da vida lacerada;
Era pura matéria flácida e imunda.

Era o início de todos os tormentos;
Era a vida em fim a se mostrar;
Tão crua quanto possa estar;
Para gerar tal desalentamento.

E respirei em fim, vivi,
Era apenas água e sangue, o mundo;
Um respirar de dor profundo;
A vida, um colo, então nasci!


Monica Gomes Teixeira Campello de Souza

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Parabéns à corregedora Eliana Calmon pela sua coragem e clareza! Todos os brasileiros precisam apoiar essa mulher corajosa que enfrenta agora em razão de sua brabura e lisura a ira de juízes e desembargadores que se consideram "intocáveis". O judiciário não pode utilizar a Constituição Federal para encobrir e/ou esconder informações que todo funcionário público é obrigado a prestar. "Todos são iguais perante a lei" menos o judiciário? Como é possível um profissional ganhar mensalmente determinada quantia e seu patrimônio estar em muito divergindo do que poderia possuir? Se o Judiciário não der o exemplo em primeiro lugar estaremos vivendo a ditadura do judiciário e então que Deus nos proteja!
Por Monica Gomes Texeira Campello de Souza