terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Punhal


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Saudade


É melancólica e perdura n'alma.
Como um sopro de vida e de morte.
É alimento para o ser que chora.
Faz-se presente inabalável, e forte.

Traz lembranças perdidas do que foi.
Traz sentimentos do que poderia ser.
Vasculha e abala o espírito,
Redimensiona o que nos faz viver.

É ela tão dolorida, e persiste.
Como ferida aberta, incurável,
Quer transforma e revolve a vida.
E segue e perdura inabalável.

É ela amarga como fel;
E encarna grande crueldade;
Quando se perde alguém que se ama;
É ela a mísera saudade.


Monica Gomes Teixeira Campello de Souza

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sonhos Florais

Esse poema me encantou da mesma forma que a autora dele, há anos atrás quando nos conhecemos!
Parabéns Eliane pelo poema, singelo e maravilhosamente escrito! A imagem é minha, espero que goste.
Não é permitida a reprodução desse poema por qualquer meio sem a  autorização da autora Eliane Duarte

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dois Pesos e Uma Medida

Perfeito, luminoso, paraíso imenso,
Como balança pesando a um só lado,
Que Deus vendo incompleto seu intento,
Moveu-se alterando seu inerte estado;


A solução gerou o caos harmonioso,
E de um lado de Deus o soturno emergiu,
E com ele o obscuro vácuo tenebroso,
Contrapesando a constância o mutável surgiu;


E agora eis o homem mirando-se no espelho,
Em busca de si, buscando explicações,
Por caminhos loucos e procuras vãs;


Face a face consigo, de si para si,
O homem teme atingir o imutável,
Mas a que interessa saber-se alterável?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo a todos nós, paz, saúde, sucesso, mas antes de mais nada precisamos de despreendimento, afinal num piscar de olhos a vida muda, o tempo passa, envelhecemos e partimos. Que partamos tendo vivido o presente, como se cada dia fosse o último e então enternizaremos o momento.

Nascer

Vi um mar de sangue e morte;
Vi caos e descontentamento;
Vi portas de dor e sofrimento;
E me vi largada a própria sorte.

Era dor lacerante, dor profunda;
O reflexo da alma esquartejada;
O reflexo da vida lacerada;
Era pura matéria flácida e imunda.

Era o início de todos os tormentos;
Era a vida em fim a se mostrar;
Tão crua quanto possa estar;
Para gerar tal desalentamento.

E respirei em fim, vivi,
Era apenas água e sangue, o mundo;
Um respirar de dor profundo;
A vida, um colo, então nasci!


Monica Gomes Teixeira Campello de Souza

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Parabéns à corregedora Eliana Calmon pela sua coragem e clareza! Todos os brasileiros precisam apoiar essa mulher corajosa que enfrenta agora em razão de sua brabura e lisura a ira de juízes e desembargadores que se consideram "intocáveis". O judiciário não pode utilizar a Constituição Federal para encobrir e/ou esconder informações que todo funcionário público é obrigado a prestar. "Todos são iguais perante a lei" menos o judiciário? Como é possível um profissional ganhar mensalmente determinada quantia e seu patrimônio estar em muito divergindo do que poderia possuir? Se o Judiciário não der o exemplo em primeiro lugar estaremos vivendo a ditadura do judiciário e então que Deus nos proteja!
Por Monica Gomes Texeira Campello de Souza

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ancestrais

Observo com melancolia as lápides amareladas do cemitério onde repousam os corpos de meus ancestrais... Foram eles bons ous maus (ou bons e maus), certamente estarão velando pelos seus descendentes (quem sabe). Os seus corpos jazem imóveis, corroídos. Os seus ossos um dia se dissolverão e nada restará deles exceto nossas lembranças. Essas não se apagarão e, mais que isso, propagar-se-ão para os nossos filhos e netos e bisnetos, porém, um dia, seus rostos e nomes serão completamente esquecidos. Eles serão apenas nossos ancestrais, não importa o que ou quem tenham sido. Se foram bons, serão citadas suas bondades, se foram maus, serão citadas suas maldades, mas sempre como um exemplo para o aprendizado de seus descendentes. Se para nada servir esta vida, se nosso ideal de Deus não passar de um mero engano, ainda assim valerá a pena saber que, apesar do que quer que tenhamos sido, haverá sempre alguém que, mesmo que nunca nos tenha visto ou conhecido, carregará nossa bagagem consigo por pura força da ancestralidade.

Monica Gomes Teixeira Campello de Souza