terça-feira, 4 de junho de 2013

Saudade


 É melancólica e perdura n'alma.
 Como um sopro de vida e de morte.
 É alimento para o ser que chora.
 Faz-se presente inabalável, e forte.

 Traz lembranças perdidas do que foi.
 Traz sentimentos do que poderia ser.
 Vasculha e abala o espírito,
 Redimensiona o que nos faz viver.

 É ela tão dolorida, e persiste.
 Como ferida aberta, incurável,
 Quer transforma e revolve a vida.
 E segue e perdura inabalável.

 É ela amarga como fel;
 E encarna grande crueldade;
 Quando se perde alguém que se ama;
 Resta ela, a mísera saudade.


Poema e Imagem por Monica Gomes Teixeira Capello de Souza
Todos os direitos reservados.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Casamento do Medo com a Coragem



O medo disse à coragem que parasse de ousar
A coragem então sorriu, com esperança no olhar.
O medo então sem saída, mas sem ter o que falar,
Muito, muito reticente decidiu acompanhar.


A cada ponto da estrada o medo ia e parava,
Atrasando a coragem que destemida o puxava.
Olharam o horizonte em certo ponto da estrada
O medo cansado e triste percebeu longa jornada;

A coragem impaciente olhou o medo de frente,
Breve brisa então soprou, viu-se um vulto de repente,
O medo então apontou à coragem o obstáculo;
Aproximou-se uma jovem, causando um certo impacto.

A jovem agradável e bela os chamou a descansar;
O medo desconfiado passou a lhe observar,
Pensou ter visto a donzela em outra longa viagem,
Mas conversaram algum tempo, sobre casos da coragem.

Indagada pelo medo se já se haviam conhecido
A coragem então fitou-a com seu olhar destemido,
Ela sorriu amigável, mas com assertividade,
E começou a falar com toda amabilidade,

 Sempre que se encontrarem coragem e medo em missão
Estarei aqui por perto apenas por precaução
Agradeço a atenção e a vossa audiência,
Os senhores então me chamem simplesmente de PRUDÊNCIA.


Imagem e texto por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza

Todos os direitos reservados

domingo, 12 de maio de 2013

Extermínio





Ergam-se as bandeiras da coragem,
Enterrem esse fantasma, a crueldade
Ensinem ao mundo que nessa viagem
É vergonhoso ameaçar a humanidade.

Quem são esses monstros sem um rosto,
Criados pelo escárnio e pelo ódio,
Escravos da inveja e do desgosto,
Capazes de atos vis e sórdidos

Ergam-se as bandeiras da verdade,
Apontem essas faces distorcidas
Treinadas pela vaidade,
Desgraçadamente destemidas.

Urge por um fim a esse holocausto,
Urge desmascarar um simbolismo,
Cuja maldade alcança o povo incauto,
Urge exterminar do mundo o TERRORISMO.

Texto e Imagem por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza 
Todos os direitos reservados

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nephelim (imagem contém nudez)


Que venham sedutores, que consumam a alma,
Caídos do Céu em busca insana,
Da medida de Deus feitos para a vida,
Esperança de amor e de partida.

Impuros, míticos desejáveis.
Que venham arrebatar seus seguidores,
Que mostrem a humanidade seus horrores,
Com leveza e beleza inigualáveis.

Filhos da constelação de Orion,
Tiranos dos amores e pesares.
Alegres criaturas tão amáveis,
Que levem os corações insaciáveis.

E em fim a entrega prazerosa,
O êxtase, a unicidade,
E mesmo que condene e leve a liberdade,
Ainda assim só deixará saudade.

 Imagem e Poema por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
Todos os direitos reservados

terça-feira, 16 de abril de 2013

Percepção


 Qualquer momento dessa vida,
 Que passa despercebido,
 É grande perda irrecuperável,
 Que deveria ter sido vivido.

 Mas, que viver não se sabe em que tempo,
 E o tempo  se vive a cada segundo,
 E não se sabe encontrar o momento,
 Nem de onde é ele oriundo.

 Se nada se sabe, nada se perde,
 E encontrar é se perder no mundo,
 É encontrar aquele momento,
 Mesmo que seja ele, UM segundo.

Por Monica Gomes Teixeira Campello de Souza
Todos os direitos reservados


VIOLETA
Imagem por mgtcs, pode ser utilizada como pano de fundo.
Clique na imagem para vê-la no tamanho orignal.
Por gentileza não utilizem minhas imagens para fins comerciasi nem para redistribuição a qualquer título.
Espero que gostem
mgtcs

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ballerina

Essa imagem foi manipulada por mgtcs, pode ser usada como pano de fundo! Basta Clicar na imagem e quando aparecer o tamnho original, salvar no seu computador. Espero que gostem!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ciúme



Cresce como um vulto sorrateiro.
Tem sabor amargo de dor, de desatino.
Quando espreita é angustia e desespero.
De posse e de paixão é feito seu destino.

Da perda é prima carnal e também do medo
Traz consigo a sombra da desconfiança,
Encarna o temor e aguça o desejo,
Traduz tristeza e desesperança.

Quando se aproxima é dor e sofrimento.
É desejo de vingança e é loucura
Persegue e surge a qualquer momento
Não compreende razão nem esperança

Irracional, infame e desmedido,
É ele que chega e ao seu cume,
É sentimento forte e dolorido,
É esse mísero e mortal ciúme.

Por Monica Gomes Teixerira Campello de Souza
Todos os direitos reservados.